Doença do disco intervertebral em cães: como identificar e agir rapidamente
07/04/2026
Seu Pet começou a evitar subir no sofá ou parece sentir dor ao ser pego no colo? Esses sinais podem parecer simples mudanças de comportamento, mas merecem atenção imediata dos tutores. A doença do disco intervertebral em cães é uma condição que afeta a coluna vertebral e pode comprometer seriamente a mobilidade e o bem-estar do animal.
Com uma evolução que pode ser extremamente rápida, a doença do disco intervertebral em cães exige observação cuidadosa e ação rápida. Quanto antes o problema for identificado, maiores são as chances de recuperação plena e manutenção da qualidade de vida. Neste guia, vamos explorar como essa condição funciona, os sinais de alerta e o papel fundamental da genética na prevenção.
O que é a doença do disco intervertebral em cães?
A doença do disco intervertebral em cães, frequentemente chamada de IVDD (sigla em inglês) ou de hérnia de disco, ocorre quando os discos que ficam entre as vértebras sofrem desgaste, deslocamento ou ruptura. Esses discos funcionam como amortecedores naturais, permitindo que a coluna se movimente com flexibilidade e absorva impactos do dia a dia.
Quando esses amortecedores falham, o material interno do disco pode extravasar ou o disco inteiro pode se projetar para fora do espaço intervertebral. Isso causa uma compressão medular em cães, pressionando a medula espinhal e os nervos adjacentes. O resultado é um quadro de dor intensa e alterações neurológicas que variam de leves a catastróficas.
A condição pode ser classificada em diferentes tipos, dependendo de como o disco se degenera. Em alguns casos, a doença do disco intervertebral em cães surge de forma aguda, como uma explosão do disco, enquanto em outros ocorre uma degeneração discal em cães lenta e progressiva, comum em animais mais velhos.

Sintomas de alerta: como identificar a dor na coluna canina?
Os sinais da doença do disco intervertebral em cães podem surgir de forma gradual ou repentina, dependendo da gravidade da lesão. Por isso, o tutor deve estar atento a qualquer mudança na rotina de movimentação do animal. A dor na coluna canina muitas vezes se manifesta de formas sutis antes de se tornar uma crise evidente.
Entre os principais sintomas estão:
Relutância em pular em móveis ou subir escadas;
Choro ou ganido ao ser tocado ou ao se movimentar;
Caminhar com as costas arqueadas (cifose);
Tremores musculares frequentes e rigidez no pescoço ou dorso;
Fraqueza nas patas traseiras ou falta de coordenação (ataxia).
Em casos mais avançados, o Pet pode apresentar paralisia em cachorros, perdendo a capacidade de sustentar o peso ou até de sentir as patas. Se você notar que o seu cão está arrastando as unhas ou perdendo o equilíbrio, procure um veterinário imediatamente. Além disso, entender o histórico da linhagem pode ajudar, especialmente se você sabe quanto tempo vive um shih tzu e quais doenças são comuns à raça.
Quais são as causas e fatores de risco?
A doença do disco intervertebral em cães não escolhe apenas uma causa específica, mas é geralmente o resultado de uma combinação de fatores biológicos e ambientais. A saúde da coluna Pet depende muito da integridade desses tecidos conjuntivos ao longo dos anos.
Predisposição genética em cães
Algumas raças são classificadas como condrodistróficas, o que significa que possuem uma característica genética que afeta o desenvolvimento das cartilagens. Cães como o Dachshund, Beagle, Basset Hound e o Shih Tzu possuem maior risco genético. Nesses animais, a cartilagem dos discos pode começar a calcificar precocemente, tornando-os frágeis. Saber desde cedo que seu cão tem risco genético é de grande importância, pois possibilita a mudança de outros fatores de risco modificáveis.
Envelhecimento e sobrepeso
Com o passar do tempo, é natural que ocorra uma perda de elasticidade nos tecidos. No entanto, o excesso de peso é um dos maiores vilões. A obesidade sobrecarrega as vértebras, acelerando a hérnia de disco canina. Manter o peso ideal é, portanto, uma das formas mais eficazes de proteção.
Movimentos de alto impacto
Saltos repetitivos de lugares altos, como camas e sofás, ou brincadeiras que envolvem giros bruscos podem atuar como gatilhos para que um disco já fragilizado se rompa. O manejo ambiental é essencial para minimizar esses problemas de coluna em cachorros.
Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico preciso da doença do disco intervertebral em cães deve ser realizado por um médico veterinário, preferencialmente especializado em neurologia. O processo começa com uma avaliação clínica detalhada para testar reflexos e sensibilidade dolorosa.
Exames de imagem avançados, como a ressonância magnética ou a tomografia computadorizada, são os padrões-ouro para identificar o local exato da compressão. A visualização direta da medula é crucial para diferenciar a IVDD de outras doenças neurológicas.
Quanto ao tratamento, ele depende do estágio:
Tratamento Conservador: Indicado para casos leves, envolve repouso absoluto em ambiente restrito (confinamento), uso de analgésicos e anti-inflamatórios, além de sessões de fisioterapia e acupuntura;
Tratamento Cirúrgico: Necessário quando há perda de função motora ou dor intratável. A cirurgia visa remover o material do disco que está pressionando a medula, devolvendo o espaço necessário para a circulação nervosa.

Prevenção e o papel da genética
Embora nem todos os casos possam ser evitados, a prevenção é o melhor caminho. Além de evitar saltos e manter o peso sob controle, o conhecimento sobre a ancestralidade do Pet oferece uma vantagem estratégica. Muitas vezes, o tutor se pergunta como saber a raça do meu cachorro justamente para entender quais riscos de saúde ele pode ter herdado.
A ciência moderna permite que identifiquemos marcadores genéticos associados a diversas condições. Se você sabe que seu cão tem predisposição para problemas articulares ou de coluna, pode iniciar protocolos de fisioterapia preventiva e suplementação muito antes do primeiro sintoma aparecer. Investir em conhecimento preventivo através da petgenoma vale a pena? Com certeza, pois a informação antecipada salva vidas e evita sofrimento desnecessário.
Lembre-se também de que a alimentação influencia a saúde geral; por exemplo, saber se o cachorro pode comer manga ajuda a manter uma dieta equilibrada e rica em nutrientes que auxiliam o sistema imunológico e a regeneração tecidual.
Cuidado especializado e ciência com a petgenoma
Garantir uma vida longa e saudável para o seu melhor amigo exige um olhar que vai além do óbvio, unindo ciência, tecnologia e muito carinho. A doença do disco intervertebral em cães é um desafio sério, mas com o suporte adequado e exames genéticos precisos, é possível oferecer um futuro muito mais seguro para o seu Pet. A petgenoma é pioneira em mapeamento genético animal no Brasil, fornecendo dados cruciais que auxiliam veterinários e tutores na medicina preventiva. Localizada na Av. Prof. Lineu Prestes, 2242 - Sala 25 - Cidade Universitária, São Paulo SP, a empresa transforma o cuidado animal através da inovação. Para descobrir como a genética pode proteger quem você ama, acompanhe as dicas e novidades no @petgenomabr.
Redação
Petgenoma