Hérnia de disco em cachorro: sinais de alerta e o papel da genética na prevenção
02/04/2026
Ver o seu melhor amigo demonstrar dificuldade para andar ou expressar dor ao ser pego no colo é uma das situações mais angustiantes para um tutor. Infelizmente, a hérnia de disco em cachorro é uma condição ortopédica e neurológica relativamente comum, que pode afetar drasticamente a qualidade de vida do animal caso não seja diagnosticada e tratada precocemente.
Na petgenoma, acreditamos que o conhecimento é a ferramenta mais poderosa para a longevidade. Entender por que alguns Pets desenvolvem problemas na coluna canina e outros não, vai além da observação dos sintomas físicos, exigindo uma análise mais profunda da biologia do animal. Nesse contexto, a genética desempenha um papel crucial na predisposição a essa enfermidade, conhecida tecnicamente como Doença do Disco Intervertebral (IVDD).
Ao longo deste guia, você vai entender os principais sinais de alerta, as formas de tratamento e como você pode utilizar o mapeamento do DNA animal para oferecer uma vida mais segura e confortável ao seu companheiro.
O que causa a hérnia de disco em cachorro?
A coluna vertebral do cão é composta por vértebras e, entre elas, existem discos intervertebrais que funcionam como amortecedores. A hérnia de disco em cachorro ocorre quando o material interno desses discos se desloca ou se rompe, pressionando a medula espinhal ou as raízes nervosas. Como resultado, essa compressão pode causar dor intensa e, em casos mais graves, levar à paralisia.
De modo geral, existem dois tipos principais de discopatia intervertebral:
Tipo I: extrusão aguda, comum em cães jovens de raças condrodistróficas
Tipo II: protrusão gradual, mais frequente em cães idosos de raças grandes
Independentemente do tipo, a detecção precoce dos sintomas é o principal fator que determina o sucesso da recuperação.

Sintomas de hérnia de disco: como identificar o problema?
Os sinais clínicos podem variar de um leve desconforto a uma emergência neurológica. Além disso, como os pets tendem a esconder a dor por instinto, o tutor precisa estar atento a mudanças sutis de comportamento.
Dificuldade de locomoção: O cão começa a andar "rebolando" ou arrastando as patas traseiras.
Postura curvada: O animal mantém as costas arqueadas (cifose) para tentar aliviar a pressão.
Sensibilidade ao toque: O Pet chora ou reclama quando você tenta pegá-lo no colo ou acariciar suas costas.
Incoordenação motora: Perda de equilíbrio e fraqueza nos membros.
Relutância em pular ou subir escadas: Atividades que antes eram simples tornam-se dolorosas ou impossíveis.
Caso você observe qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar um veterinário com urgência. Muitas vezes, esses sinais são confundidos com cansaço ou idade avançada, porém a condição pode evoluir rapidamente.
Raças propensas a IVDD: a influência da genética
Caso você observe qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar um veterinário com urgência. Muitas vezes, esses sinais são confundidos com cansaço ou idade avançada, porém a condição pode evoluir rapidamente.
As raças propensas a IVDD mais conhecidas são:
Dachshund (o famoso "salsicha");
Bulldog Francês e Inglês;
Beagle;
Poodle;
Shih Tzu.
Essas predisposições podem ocorrer também em misturas de raças, e dessa forma, conhecer a composição genética do seu pet é essencial para antecipar riscos. Especialmente em casos de cães resgatados, entender a ancestralidade pode ser o primeiro passo para um plano preventivo eficiente.
Diagnóstico e tratamento para coluna de cachorro
O diagnóstico começa com um exame neurológico detalhado. Para confirmação, exames de imagem como tomografia e ressonância magnética são indispensáveis.
O tratamento varia conforme a gravidade do quadro:
Tratamento conservador: repouso, anti-inflamatórios e analgésicos;
Cirurgia: indicada em casos de paralisia ou perda de sensibilidade;
Reabilitação: fisioterapia e acupuntura auxiliam na recuperação.
Atualmente, a reabilitação veterinária é considerada um dos pilares da medicina moderna, contribuindo significativamente para a qualidade de vida do animal.
O papel da genética na hérnia de disco
Embora exista a predisposição racial, nem todos os cães das raças citadas tem alto risco. Na vedade, é possível avaliar o presença do risco através do teste genético do marcador no gene FGF4. No caso de presença de duas cópias desse marcador, a indicação é avaliação conjunta da coluna através de RX, para determinar o número de discos calcificados - quanto maior esse número, especialmente em cães com risco genético, mais forte é de fato a predisposição do cão.
Leia mais sobre isso no texto: Entenda como a hérnia de disco em cachorro atua com a genética
Prevenção de problemas de coluna e cuidados diários
Embora a genética influencie diretamente, o ambiente e a rotina também desempenham papel fundamental na prevenção.
Algumas medidas simples incluem:
Controle de peso: evita sobrecarga na coluna;
Uso de rampas: reduz impactos ao subir e descer;
Peitoral em vez de coleira: distribui melhor a pressão;
Exercícios leves: fortalecem a musculatura de suporte
Além disso, o diagnóstico genético precoce permite identificar riscos antes mesmo dos primeiros sintomas, possibilitando intervenções preventivas mais eficazes.

Investindo em saúde e bem-estar com a petgenoma
A genética não deve ser vista como uma sentença, mas como uma ferramenta de prevenção. Ao compreender os riscos do seu pet, você pode tomar decisões mais assertivas sobre cuidados diários.
Embora a hérnia de disco em cachorro seja uma condição séria, com acompanhamento adequado é possível garantir uma vida longa e com qualidade.
Em resumo, cuidar da saúde do seu animal de forma personalizada é uma das maiores demonstrações de amor.
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Redação
Petgenoma