Micose em cachorro: A genética pode influenciar na predisposição

15/09/2026

Você percebeu que seu cachorro está se coçando mais do que o normal, com manchas avermelhadas ou pelos caindo em regiões específicas? Esses podem ser sinais de micose em cachorro, uma infecção fúngica bastante comum e que merece atenção rápida. Por isso, reconhecer os sintomas cedo faz toda a diferença no tratamento.

Ao contrário do que muitos tutores imaginam, a micose não afeta apenas a pele. Ela pode comprometer ouvidos, unhas e mucosas, causando desconforto real ao Pet. Além disso, alguns fungos são transmissíveis para humanos, o que torna o diagnóstico ainda mais urgente.

Micose em cachorro: sinais de alerta e quando agir

Micose em cachorro: A genética pode influenciar na predisposição

Quais são os principais sinais de alerta

A micose em cachorro se manifesta de formas variadas, dependendo do tipo de fungo e da região afetada. Por isso, fique atento a estes sinais:

  • Coceira intensa e persistente

  • Queda de pelos em manchas circulares

  • Pele avermelhada, descamando ou com crostas

  • Odor desagradável na pele ou nos ouvidos

  • Unhas quebradiças ou com coloração alterada

  • Lambedura excessiva das patas

Cada um desses sinais pode indicar diferentes tipos de infecção fúngica. A dermatofitose, por exemplo, é uma das formas mais comuns e causa aquelas manchas arredondadas sem pelo que muitos tutores confundem com alergia.

Por que os cães desenvolvem micose

O fungo está presente no ambiente, mas nem todo Pet desenvolve a infecção. O problema surge quando o sistema imunológico está comprometido, quando o animal vive em ambientes úmidos ou quando há contato frequente com outros cães infectados.

Raças com pregas na pele, como o Buldogue Francês e o Shar-Pei, têm maior predisposição, pois a umidade se acumula entre as dobras. Da mesma forma, filhotes e idosos, com imunidade mais frágil, são mais vulneráveis à infecção fúngica canina. Cães que frequentam ambientes coletivos, como pet shops e canis, também merecem atenção redobrada.

Como o veterinário diagnostica a doença

O diagnóstico de micose canina exige avaliação profissional. O veterinário pode usar a lâmpada de Wood, que faz alguns fungos brilharem sob luz ultravioleta, além de raspado de pele e cultura fúngica para identificar o agente causador com precisão.

A dermatofitose em cães e gatos é causada principalmente pelos gêneros Microsporum e Trichophyton, e o diagnóstico correto é fundamental para escolher o tratamento mais eficaz. Portanto, nunca tente tratar a infecção por fungos em cães com produtos por conta própria, pois o uso inadequado pode agravar o quadro.

Micose em cachorro: A genética pode influenciar na predisposição — Tratamento e cuidados no dia a dia

Tratamento e cuidados no dia a dia

O tratamento da micose em cachorro varia conforme a gravidade, a região afetada e o tipo de fungo identificado. Em geral, o veterinário pode indicar antifúngicos tópicos, como shampoos e pomadas, e, em casos mais sérios, medicamentos orais. No entanto, essa escolha deve ser feita com cuidado, pois alguns cães podem ter mutações genéticas, como a MDR1/ABCB1, que aumentam a sensibilidade a determinados medicamentos e podem contraindicar ou exigir ajuste no uso de alguns antifúngicos.

Por isso, além de tratar a infecção, é importante considerar o histórico clínico, a raça, possíveis predisposições genéticas e outros medicamentos que o Pet já utiliza. Essa avaliação ajuda o veterinário a escolher uma opção mais segura e eficaz, reduzindo o risco de reações adversas.

Outro ponto essencial é a higienização do ambiente. Camas, mantas, brinquedos, coleiras e locais onde o cachorro costuma ficar devem ser limpos com frequência para evitar reinfecção e reduzir a circulação de fungos pela casa.

Alguns cuidados práticos ajudam muito durante o tratamento:

  • Lavar e desinfetar camas, brinquedos e acessórios do Pet

  • Evitar contato do cão infectado com outros animais e crianças

  • Manter a pele do Pet seca, especialmente após banhos

  • Seguir rigorosamente o protocolo indicado pelo veterinário

Se o seu cão também sofre com outros problemas de pele, vale conhecer mais sobre dermatite em cachorro, que pode ocorrer junto com infecções fúngicas e confundir o diagnóstico.

Prevenção: o melhor remédio

Prevenir a micose em cães é mais simples do que tratar. Manter o Pet com banhos regulares, secar bem após cada banho, evitar ambientes úmidos e garantir uma alimentação equilibrada são medidas que fortalecem a imunidade e reduzem o risco de infecções.

Além disso, visitas regulares ao veterinário permitem identificar qualquer alteração de pele antes que ela evolua. Quanto mais cedo a dermatofitose canina for detectada, mais rápido e eficaz será o tratamento.

A genética pode influenciar na predisposição e direcionar o tratamento

Algumas raças têm predisposição genética a condições que enfraquecem a barreira cutânea, tornando o cão mais suscetível a fungos e outras infecções. Além disso, os Pets podem apresentar uma mutação genética que dificulta a metabolização de medicamentos, entre eles, alguns antifúngicos.

Conhecer o perfil genético do seu Pet ajuda a antecipar esses riscos, adotar cuidados preventivos mais direcionados e oferecer informações importantes ao veterinário na hora de definir tratamentos mais seguros.

Se você quer entender melhor o que a genética do seu cão revela sobre saúde, raça e resposta a medicamentos, confira o artigo sobre o que a genética canina pode revelar e descubra como essa informação transforma o cuidado diário.

Essa informação é importante porque alguns antifúngicos sistêmicos e combinações medicamentosas podem exigir cautela, ajuste de dose ou até ser contraindicados em cães com sensibilidade genética a fármacos. Por isso, conhecer o perfil genético do seu Pet ajuda não apenas a antecipar riscos de saúde, mas também a tornar o tratamento mais seguro e personalizado, sempre com orientação veterinária.

Micose em cachorro: A genética pode influenciar na predisposição — Ciência e cuidado juntos com a petgenoma

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