Causas e fatores de risco para a formação de cálculos
02/04/2026
Ver o nosso melhor amigo desconfortável é uma das situações mais angustiantes para qualquer tutor. Quando o assunto é saúde urinária, a urolitíase em cães surge como uma condição relativamente comum e que exige atenção imediata.
Essa condição é caracterizada pela formação de cálculos (conhecidos como cristais ou pedras), em diferentes partes do sistema urinário. Como resultado, pode causar desde um leve desconforto até obstruções graves, que colocam a vida do animal em risco.
Além disso, os sinais nem sempre são evidentes, e em geral são problemas silenciosos ao longo de muito tempo. Muitas vezes, podem ser confundidos com alterações comportamentais. Por isso, entender a origem dos cálculos urinários é fundamental para garantir a longevidade e o bem-estar do seu pet.
Nesse contexto, fatores como genética, alimentação e estilo de vida desempenham papéis decisivos. Portanto, a informação se torna a principal aliada na prevenção.
Ao longo deste guia, você vai aprender a identificar precocemente os sintomas, conhecer as opções de tratamento e, principalmente, entender como prevenir a urolitíase em cães de forma eficiente.
O que é a urolitíase em cães e por que ela ocorre?
A urolitíase em cães é o termo médico utilizado para descrever a presença de cálculos ou urólitos — conhecidos popularmente como pedras — na bexiga, uretra, ureteres ou rins.
Essas formações surgem quando a urina fica supersaturada de minerais ou outras substâncias. Com o tempo, essas substâncias se cristalizam e se agrupam, formando estruturas sólidas,.
Entre os tipos mais comuns, destacam-se:
Estruvita;
Oxalato de cálcio;
ácido úrico.
A formação desses cálculos depende de diversos fatores, como o pH urinário, a concentração de minerais e a presença de infecções bacterianas.
Além disso, a predisposição racial pode influenciar diretamente. Por isso, entender saber a raça do meu cachorro pode ajudar a antecipar riscos específicos.
Outro fator importante é a ingestão de água. Quando o animal bebe pouca água, a urina fica mais concentrada, favorecendo a formação de cristais.
Principais sintomas de alerta no seu pet
Como a produção de cálculos tende a ser um evento silencioso, só trazendo prejuízo quando o número aumenta, Identificar a urolitíase em cães de forma precoce faz toda a diferença no prognóstico.
Como os cães nem sempre demonstram dor de forma evidente, a observação do tutor é essencial. Mudanças no comportamento urinário devem ser levadas a sério.
Os principais sintomas incluem:
Hematúria (sangue na urina);
Disúria (dificuldade para urinar);
Polaquiúria (urinar várias vezes em pequenas quantidades);
Lambedura excessiva da região genital;
Urinar fora do local habitual.
Em casos mais graves, pode ocorrer obstrução urinária. Nesses casos, o animal tenta urinar, mas não consegue.
Além disso, sinais como vômitos, apatia e dor abdominal indicam emergência veterinária. A falta de eliminação de urina pode evoluir rapidamente para insuficiência renal.
O problema é que quando esses sinais aparecem, a doença já está muito avançada, e a possibilidade de manejo é menor. Por isso a importância do diagnóstico precoce.

Causas e fatores de risco para a formação de cálculos
O cálculo renal em cães possui diferentes origens, de acordo com o tipo de substância acumulada. Em alguns casos, é multifatorial, ou seja, diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da condição, como é o caso dos cálculos de oxalato de cálcio.
Entre os principais, destacam-se:
Alimentação inadequada: excesso de minerais como cálcio, fósforo e magnésio;
pH urinário alterado: favorece diferentes tipos de cristais;
Baixa ingestão de água: urina mais concentrada;
Infecções urinárias: alteram o ambiente urinário;
Sedentarismo: retenção urinária prolongada.
Já em outros casos, a genética é determinante, como é o exemplo do cálculo de ácido úrico ou urato. Assim, algumas raças apresentam maior predisposição para determinados tipos de cálculos.
Por exemplo, o Dálmata possui tendência a desenvolver cálculos de urato.
Nesse sentido, conhecer o DNA animal permite identificar riscos antes mesmo dos primeiros sintomas.
Diagnóstico e opções de tratamento
O diagnóstico de cálculo renal em cães começa com avaliação clínica e exames laboratoriais.
A urinálise é um dos principais exames, pois permite identificar:
pH urinário;
Presença de cristais;
Infecções.
Além disso, exames de imagem como ultrassonografia e radiografia são fundamentais para localizar e avaliar o tamanho das pedras.
O tratamento varia de acordo com o tipo de cálculo.
Em alguns casos, especialmente com estruvita, é possível dissolver os cálculos com dieta específica.
Por outro lado, cálculos de oxalato de cálcio não respondem à dissolução, exigindo outras abordagens.
As principais opções incluem:
Cistotomia: cirurgia para remoção das pedras;
Uro-hidropropulsão: eliminação de pequenos cálculos;
Litotripsia: fragmentação por ondas de choque.

Prevenção: o melhor caminho para a saúde urinária
A prevenção da urolitíase em cães é sempre a melhor estratégia.
Ela se baseia em três pilares principais:
Hidratação adequada;
Alimentação equilibrada;
Monitoramento constante.
Estimular o consumo de água é essencial. Para isso, você pode usar fontes, distribuir potes pela casa ou adicionar água à alimentação.
Além disso, a dieta deve ser orientada por um veterinário, especialmente em cães com histórico da doença.
Outro ponto importante é evitar alimentos inadequados, como petiscos ricos em oxalato.
Segundo o Merck Veterinary Manual, a recorrência de cálculos urinários pode chegar a 50%, reforçando a importância do acompanhamento contínuo.
Genética e a predisposição aos cálculos urinários
Nem sempre a alimentação é a única responsável. Em muitos casos, a predisposição genética explica o desenvolvimento da doença, e um teste genético pode indicar precocemente o risco de doença futura. .
Com o avanço da ciência, testes genéticos conseguem identificar alterações relacionadas ao metabolismo e à formação de cálculos.
Isso permite um cuidado muito mais personalizado e preventivo.
Nesse cenário, muitos tutores se perguntam se a tecnologia compensa. A resposta é positiva, e muitos relatam que a petgenoma vale a pena? justamente pela previsibilidade que oferece.
Conclusão e cuidados preventivos com a petgenoma
A saúde urinária é fundamental para a qualidade de vida do seu pet.
Compreender os sinais, agir rapidamente e investir em prevenção são atitudes essenciais para evitar complicações.
Além disso, a genética deve ser vista como uma aliada. Ela não determina o futuro, mas orienta decisões mais seguras.
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Redação
Petgenoma